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Page 2 of 5 A orientação dos viveiros (ninho) deverá ser a sul, ou quando tal não seja possível, pelo menos entre o Sul e o Nascente. O local deverá ser o mais sossegado possível para as aves de cria natural, não sendo esta característica importante para as aves com “impregnação humana “ O formato dos nossos viveiros deverá ser rectangular, tendo o comprimento, sensivelmente o dobro da extensão da largura. O material de eleição por excelência é a alvenaria, tijolo e reboco, devendo o reboco interior ser o mais liso possível para evitar ser abrasivo e danificar a plumagem das aves, viveiros em madeira não devem ser considerados por várias razões, da qual destaco como mais importante, a impossibilidade de desinfecção com eficácia, o chão deverá ser cimentado tendo evidentemente o respectivo escoamento para as águas pluviais; deve ter-se especial cuidado com o chão, colocando primeiro uma camada de pedra de enroncamento, seguida de uma camada de brita, seguidamente a colocação de um plástico e só depois se cimentará utilizando uma mistura de cimento e areia do rio, excluindo o saibro; a função do plástico é evitar que a água da argamassa se perca demasiado rapidamente, criando zonas mais fracas e passíveis de constituírem entradas para ratazanas. Num dos lados de um dos extremos do viveiro deverá ser construída uma banheira com cerca de 30 cm de altura e um diâmetro de 100 cm para as águias, 20 cm de altura e 60 cm de diâmetro para grandes falcões e accipiteres e 10 cm de altura para pequenos falcões e accipiteres; esta banheira deverá poder ser operacionalizada a partir do exterior e deverá também estar localizada longe de qualquer poleiro ou plataforma, evitando deste modo que possa se contaminada com fezes. No mesmo extremo, mas no lado oposto, deverá ser efectuado um orifício de cerca de 10 com de diâmetro para deitar o alimento às aves, é bastante prática a utilização de uma curva para tubo hidronil de 11cm e com uma curvatura de 45º; deveremos ter também o cuidado de colocar algo onde possa cair a comida, evitando que esta caia directamente no solo contaminando-se; eu utilizo para o efeito um caixote de plástico para a fruta, que é obviamente colocado com a parte aberta para baixo, de modo que a comida caía em cima, à semelhança da banheira é também importante que fique longe de poleiros ou plataformas, para a comida não ser contaminada com fezes. Finalmente, devemos cobrir o fundo do viveiro com calhau rolado com pedras de pequena dimensão (cerca de 1 cm de diâmetro) até cerca de 5cm do bordo da banheira; este é até ao momento o melhor material para cobrir o solo de um viveiro. As paredes interiores do viveiro poderão ser rebocadas com um reboco liso, contudo, caso existam possibilidades financeiras, deveriam ser revestidas a azulejo; este investimento deveria ser considerado um investimento e não um custo, pois irá futuramente facilitar grandemente as tarefas de limpeza, como irei detalhar no capítulo 8. Manutenção de um centro de cria e irá, além disso evitar o acesso de roedores pela rede do viveiro. As paredes exteriores poderão ser simplesmente salpicadas de reboco, o que irá permitir uma melhor aderência das trepadeiras às paredes exteriores o que dá um aspecto bastante natural ao nosso viveiro, eliminando os custos de manutenção com a pintura. O tecto do viveiro deverá ter dois tipos de cobertura, rede plastificada de malha elástica e telha. A telha deverá cobrir cerca de um terço do viveiro, começando na parede oposta à da alimentação e nos restantes dois terços, deverá ser de malha de rede plastificada com 5 centímetros de malha; esta malha é suficiente para a maioria das espécies; esta rede deverá ser muito bem esticada e absolutamente paralela ao solo, evitando assim a tendência de as aves se pendurarem na mesma. Finalmente, na parede traseira, junto à cobertura de telha, deverá existir uma porta de acesso ao viveiro com um visor, de modo a poder ser monitorizada a quantidade de comida a fornecer às nossas aves; este acesso ao viveiro deverá ser efectuado através de um corredor, também com uma porta de acesso, evitando deste modo surpresas desagradáveis com a eventual fuga de alguma ave. Todas as superfícies onde as aves normalmente descansem, bordo da plataforma do ninho, poleiros e plataformas, deverão estar cobertas com relva artificial, mais conhecida por astro turfa e tendo como nome artificial “ FINTURF”; deste modo as “mãos “ das nossas aves ficam sempre com uma camada de ar a circular por baixo, facilitando o processo de cicatrização das normais feridas que possa provocar a si mesma. A distribuição dos poleiros ou plataformas, janelas e ninho dependerão do tipo de ave e modo de cria, motivo pela qual serão tratados separadamente.
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